5 de ago de 2009

Quién me va a curar el corazón partío?

Todos os domingos parte de coração partido. Mas sabe que tem de ser assim. Se fica muitos dias, acaba a despedida se torna mais díficil.

Os que ama ficam para trás. Sempre que chega com as sacolas de roupas é recebido com um sorriso sincero da tia e um abraço que dura segundos, mas o conforta. A cachorra chora, abana o rabo freneticamente e faz xixi no chão. O gato está em algum canto da casa, e logo é descoberto. Quando o pega no colo, ele fica quietinho e dorme. Não quer mais soltá-lo.

Com os primos conversa, manchetes são soltas rapidamente por cada um para atualizá-lo. O mais novo pede R$ 2. Dorme e no dia seguinte acorda cedo para visitar o cachorro, que ficou na casa do tio. Às vezes fica com o coração apertado por a vida do bicho ter felicidade a conta-gotas: esperar a semana inteira (o hiato já chegou a 19 dias) por um pouco de carinho.

Sente saudade, mas sabe que ficaria entediado se passasse muitos dias lá. Profissionalmente não seria feliz, mesmo que um prédio público lhe sorrisse e tentasse seduzí-lo com falsas ofertas de uma vida calma e confortável. Seu tema nessas horas poderia ser esse:

- Deixe um beijo de adeus, pelo menos pra ficar como saudades... Olha bem nos olhos meus, já não tem como chorar, tanta maldade...*
- Eu queria tanto poder ficar mais um pouco aqui. Gostaria muito de poder dizer, não vou mais partir...*

Mais uma semana começa. De baterias recarregadas, espera pelo próximo fim de semana.

* Trecho adaptado da música Felicidade Escondida - Sem Compromisso

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